sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Observação e identificação de fases da mitose em células vegetais

1.Tema/Teoria
Crescimento e renovação celular – Fases mitóticas

2.Resumo
A principal característica da vida é, sem dúvida, a sua natureza cíclica. De um modo geral, as células crescem, aumentam o seu conteúdo e depois dividem-se. O ciclo celular considera duas fases: a interfase e a fase mitótica. A interfase corresponde ao período compreendido entre o fim de uma divisão celular e o início da seguinte. A fase mitótica ou período de divisão celular diz respeito ao período durante a qual ocorre a divisão celular. Esta fase compreende ainda diferentes sub-fases, a citocinese e a mitose. A citocinese corresponde à individualização das duas células filhas, que no caso das células eucarióticas animais ocorre por estrangulamento e nas células vegetais através de fragmoplastos. A mitose está dividida em quatro estádios: a prófase, a metáfase, a anáfase e a telófase.


3.Palavras-Chave
Ciclo celular; Fase mitótica; Prófase; Metáfase; Anáfase;
Telófase

4.Observações/Resultados





1-Células que apresentam os cromossomas dispostos ao longo
do plano equatorial
2-Célula que apresenta os cromossomas num estado de
condensação elevada
3-Célula na qual os cromossomas se encontram nos pólos
4-Célula em que os cromossomas estão a ascender aos pólos

5.Discusão dos resultados
     Através da análise e interpretação das imagens obtidas é possível concluir que todas as células se encontram na
fase mitótica, pois os seus cromossomas se encontram condensados.
     A célula 2 encontra-se na prófase, uma vez que apesar de os seus cromossomas se encontrarem condensados estes
estão dispersos. Neste estádio verifica-se também a ascensão polar dos
centríolos e a formação do fuso acromático.

     As células 1 encontram-se na metáfase, pois os seus cromossomas se encontram no plano equatorial da célula, característica que caracteriza este estádio. Nesta fase
ocorre também a ligação de microtúbulos que compõem o fuso acromático aos cromossomas.
    A célula 4 encontra-se na anáfase visto que os seus cromossomas estão em ascensão aos pólos da mesma. Este estádio é também caracterizado pela clivagem do centrómero e pelo facto de a ascensão polar dos cromossomas-filhos ser efectuada por microtúbulos que compõem o fuso
acromático.
     A célula 3 encontra-se na telófase que corresponde ao estádio no qual os cromossomas se encontram nos pólos da célula. Nesta fase dá-se também a reorganização da membrana nuclear à volta dos cromossomas de cada célula-filha.
Referências
  •   "Terra, Universo de Vida - Biologia",  Porto Editora

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Reacção Xantoproteíca

     A Reacção Xantoproteíca é uma reacção utilizada na identificação da presença de proteínas. O seu nome deve-se á formação de coágulos amarelados através do processo de detecção, uma vez que “Xanto” remete para amarelo.
     As proteínas são detectadas através da adição de um ácido (Ácido Nítrico) e pelo aquecimento da amostra a testar. Este processo deverá formar coágulos amarelados caso existam proteínas. Posteriormente, é adicionada uma base (Amónia) que deverá alcalinizar as proteínas, tornando-as alaranjadas.
     Esta reacção permite detectar a presença de proteínas com anel aromático, um tipo de cadeia de hidrocarbonetos. Os coágulos amarelos resultam de uma reacção entre o ácido nítrico e o anel aromático da proteína. O calor funciona como catalisador desta reacção. A alcalinização realça os produtos desta reacção, tornando-os alaranjados.

Referência 

domingo, 21 de março de 2010

Trilobite

     A trilobite é um ser vivo actualmente extinto que surgiu no período Câmbrico e se extingui no período Pérmico. Estes animais são marinhos e viviam no fundo do mar até profundidades de cerca de 300m. As trilobites eram artrópodes uma vez que eram invertebrados, possuíam patas articuladas e eram segmentados. Possuíam três lobos, mas a sua denominação surge da sua divisão longitudinal em 3 partes: o céfalo, o tórax e o pigídio. Na zona do céfalo, que correspondia à zona anterior do animal, localizava-se a boca, sem dentes, e o estômago. A zona do tórax era articulada por segmentos, o número de segmentos pode variar desde 2 a 61. O facto de terem o tórax segmentado permitia-lhes enrolar-se, formando uma bola, como forma de protecção. O pigídio corresponde á zona posterior do animal.

     As trilobites são consideradas fósseis de idade devido á sua larga distribuição geográfica e curta distribuição estratigráfica. Para além disso estes seres vivos possuíam um exoesqueleto, composto essencialmente por carbonato de cálcio, que era bastante fossilífero. Este exoesqueleto era renovado à medida que o ser vivo crescia. As dimensões das trilobites variavam desde os 1 mm até cerca de 70cm. Algumas trilobites desenvolveram espinhos no exoesqueleto como forma de protecção contra predadores.

     As trilobites possuíam dois tipos de membros que lhes permitiam a locomoção: os endopods que permitiam ao ser vivo deslocar-se através do solo e os exopods que pensa-se serem usados para nadar.

     Admite-se que algumas trilobites eram tanto predadoras como necrófagas. A maior parte alimentava-se de zooplâncton. Outras eram colectoras escavadoras, alimentando-se de matéria orgânica depositada no sedimento.

     As trilobites do género Agraulos pertencem á família Agraulidae, á superfamília Ellipsocephaloidea , á subordem Ptychopariina e á ordem Ptychopariida. Esta família habitou o planeta Terra essencialmente no período Câmbrico. Estes tinham a saliência ocular presente e eram dotados de visão. O seu tamanho era reduzido, cerca de 3 cm. O número de segmentos no tórax que a superfamília deste género de trilobite variava entre 12 e 16.


Referências

A Guide to the Orders of Trilobites
http://www.trilobites.info/

Wikipédia
http://en.wikipedia.org/wiki/Trilobite
http://species.wikimedia.org/wiki/Agraulidae

Imagens de trilobites do género Agraulos obtidas de:
1.www.fossilmall.com/Pangaea/patrilos/tr4/AgrC.jpg
2.http://species.wikimedia.org/wiki/Agraulidae

domingo, 28 de fevereiro de 2010

   A visita de estudo ao Parque Paleozóico de Valongo realizou-se no dia 3 de Fevereiro de 2010, entre as 13h e as 18h. Nesta visita foi possível aos alunos contactar com diferentes tipos de deformações geológicas e conhecer algumas das espécies de fósseis mais abundantes na zona de Valongo, na era Paleozóica.



   Os alunos puderam ainda conhecer a forma como eram explorados alguns dos minérios presentes naquela região, nomeadamente o ouro explorado pelos romanos entre os séculos I e III d.C.

   Valongo era uma zona submersa desde há 540 até há 350 milhões de anos atrás. Facto este que é comprovado pela existência de “Ripple marks”, marcas deixadas nas rochas pela ondulação. Também foram encontrados fósseis marinhos naquela região.

   O Centro Interpretativo possuía diferentes instrumentos e suportes informativos tais como: lupa binocular que permitia observar várias amostras de minerais e fosseis; maqueta da região onde o parque estava integrado e sua evolução geológica; exposição de exemplares de fósseis; etc.

   No interior do edifício do Centro Interpretativo ouvimos uma pequena palestra acerca do enquadramento geológico da região e as diversas “fases” ao qual esta foi submetida ao longo do tempo. Depois da palestra fomos caminhar num percurso previamente preparado pelo elemento do Centro Interpretativo que nos acompanhou. Ao longo do percurso fizemos várias paragens onde nos eram explicados vários factos acerca da estação em que a paragem era feita.
  
   Na primeira paragem foi observada uma falha no qual existia uma camada de recristalização. Era também visível a foliação do xisto e diáclases.

  Na segunda estação observou-se um fojo, um local onde existia um filão. 

  Na terceira estação foram detectadas marcas de ondulação, também conhecidas como “ripple marks”. Estas marcas devem-se á presença do oceano naquela região na altura da consolidação da rocha.

   Uma dobra na qual eram bem distinguíveis os estratos e a presença de quartzito, que tornava a rocha mais resistente, foram os aspectos observados na 4ª paragem.

   Na quinta estação foi possível observar um filão de quartzo com pirite. A pirite apesar de ser muito semelhante ao ouro, não tem qualquer valor económico, sendo por isso chamada de “ouro dos loucos”.

   Na 6ª paragem observamos um conglomerado, uma rocha constituída por quartzo e cimento silicioso.

   Finalmenta, na sétima estação observamos as cristas no cimo da serra. Estas cristas correspondem a dobras existentes antes de a zona ter sofrido erosão.

   Na opinião dos autores esta iniciativa foi propícia ao alargamento do conhecimento na área da geologia, para além de ter contribuído para uma melhor conhecimento geográfico da zona de Valongo.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009


Esta imagem demonstra uma refinaria de petróleo na Arábia Saudita a libertar gases poluentes para atmosfera.

    Fotografia tirada na Coreia do Sul, onde um petroleiro chocou com outra embarcação e ocorreu um derrame de petróleo. Esta foto representa as consequências negativas do petróleo nos ecossistemas.

Petróleo

   Existe uma larga variedade de derivados do petróleo, estes são obtidos a partir da destilação do petróleo nas refinarias. Entre os derivados do petróleo encontram-se:
  • GPL - gás de petróleo liquefeito, é usado como combustível aplicações de aquecimento e veículos;
  • Gasolina – é usada como combustível;
  • Gasóleo – é usado como combustível;
  • Querosene;
  • Asfalto;
  • Alcatrão;
  • Parafina;