domingo, 21 de março de 2010

Trilobite

     A trilobite é um ser vivo actualmente extinto que surgiu no período Câmbrico e se extingui no período Pérmico. Estes animais são marinhos e viviam no fundo do mar até profundidades de cerca de 300m. As trilobites eram artrópodes uma vez que eram invertebrados, possuíam patas articuladas e eram segmentados. Possuíam três lobos, mas a sua denominação surge da sua divisão longitudinal em 3 partes: o céfalo, o tórax e o pigídio. Na zona do céfalo, que correspondia à zona anterior do animal, localizava-se a boca, sem dentes, e o estômago. A zona do tórax era articulada por segmentos, o número de segmentos pode variar desde 2 a 61. O facto de terem o tórax segmentado permitia-lhes enrolar-se, formando uma bola, como forma de protecção. O pigídio corresponde á zona posterior do animal.

     As trilobites são consideradas fósseis de idade devido á sua larga distribuição geográfica e curta distribuição estratigráfica. Para além disso estes seres vivos possuíam um exoesqueleto, composto essencialmente por carbonato de cálcio, que era bastante fossilífero. Este exoesqueleto era renovado à medida que o ser vivo crescia. As dimensões das trilobites variavam desde os 1 mm até cerca de 70cm. Algumas trilobites desenvolveram espinhos no exoesqueleto como forma de protecção contra predadores.

     As trilobites possuíam dois tipos de membros que lhes permitiam a locomoção: os endopods que permitiam ao ser vivo deslocar-se através do solo e os exopods que pensa-se serem usados para nadar.

     Admite-se que algumas trilobites eram tanto predadoras como necrófagas. A maior parte alimentava-se de zooplâncton. Outras eram colectoras escavadoras, alimentando-se de matéria orgânica depositada no sedimento.

     As trilobites do género Agraulos pertencem á família Agraulidae, á superfamília Ellipsocephaloidea , á subordem Ptychopariina e á ordem Ptychopariida. Esta família habitou o planeta Terra essencialmente no período Câmbrico. Estes tinham a saliência ocular presente e eram dotados de visão. O seu tamanho era reduzido, cerca de 3 cm. O número de segmentos no tórax que a superfamília deste género de trilobite variava entre 12 e 16.


Referências

A Guide to the Orders of Trilobites
http://www.trilobites.info/

Wikipédia
http://en.wikipedia.org/wiki/Trilobite
http://species.wikimedia.org/wiki/Agraulidae

Imagens de trilobites do género Agraulos obtidas de:
1.www.fossilmall.com/Pangaea/patrilos/tr4/AgrC.jpg
2.http://species.wikimedia.org/wiki/Agraulidae

domingo, 28 de fevereiro de 2010

   A visita de estudo ao Parque Paleozóico de Valongo realizou-se no dia 3 de Fevereiro de 2010, entre as 13h e as 18h. Nesta visita foi possível aos alunos contactar com diferentes tipos de deformações geológicas e conhecer algumas das espécies de fósseis mais abundantes na zona de Valongo, na era Paleozóica.



   Os alunos puderam ainda conhecer a forma como eram explorados alguns dos minérios presentes naquela região, nomeadamente o ouro explorado pelos romanos entre os séculos I e III d.C.

   Valongo era uma zona submersa desde há 540 até há 350 milhões de anos atrás. Facto este que é comprovado pela existência de “Ripple marks”, marcas deixadas nas rochas pela ondulação. Também foram encontrados fósseis marinhos naquela região.

   O Centro Interpretativo possuía diferentes instrumentos e suportes informativos tais como: lupa binocular que permitia observar várias amostras de minerais e fosseis; maqueta da região onde o parque estava integrado e sua evolução geológica; exposição de exemplares de fósseis; etc.

   No interior do edifício do Centro Interpretativo ouvimos uma pequena palestra acerca do enquadramento geológico da região e as diversas “fases” ao qual esta foi submetida ao longo do tempo. Depois da palestra fomos caminhar num percurso previamente preparado pelo elemento do Centro Interpretativo que nos acompanhou. Ao longo do percurso fizemos várias paragens onde nos eram explicados vários factos acerca da estação em que a paragem era feita.
  
   Na primeira paragem foi observada uma falha no qual existia uma camada de recristalização. Era também visível a foliação do xisto e diáclases.

  Na segunda estação observou-se um fojo, um local onde existia um filão. 

  Na terceira estação foram detectadas marcas de ondulação, também conhecidas como “ripple marks”. Estas marcas devem-se á presença do oceano naquela região na altura da consolidação da rocha.

   Uma dobra na qual eram bem distinguíveis os estratos e a presença de quartzito, que tornava a rocha mais resistente, foram os aspectos observados na 4ª paragem.

   Na quinta estação foi possível observar um filão de quartzo com pirite. A pirite apesar de ser muito semelhante ao ouro, não tem qualquer valor económico, sendo por isso chamada de “ouro dos loucos”.

   Na 6ª paragem observamos um conglomerado, uma rocha constituída por quartzo e cimento silicioso.

   Finalmenta, na sétima estação observamos as cristas no cimo da serra. Estas cristas correspondem a dobras existentes antes de a zona ter sofrido erosão.

   Na opinião dos autores esta iniciativa foi propícia ao alargamento do conhecimento na área da geologia, para além de ter contribuído para uma melhor conhecimento geográfico da zona de Valongo.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009


Esta imagem demonstra uma refinaria de petróleo na Arábia Saudita a libertar gases poluentes para atmosfera.

    Fotografia tirada na Coreia do Sul, onde um petroleiro chocou com outra embarcação e ocorreu um derrame de petróleo. Esta foto representa as consequências negativas do petróleo nos ecossistemas.

Petróleo

   Existe uma larga variedade de derivados do petróleo, estes são obtidos a partir da destilação do petróleo nas refinarias. Entre os derivados do petróleo encontram-se:
  • GPL - gás de petróleo liquefeito, é usado como combustível aplicações de aquecimento e veículos;
  • Gasolina – é usada como combustível;
  • Gasóleo – é usado como combustível;
  • Querosene;
  • Asfalto;
  • Alcatrão;
  • Parafina;

Simulação da formação de crateras de impacto

   Neste trabalho prático o objectivo era simular crateras de impacto. Para isso foi utilizado um cristalizador onde foram areias de diferentes cores em camadas sucessivas. O projéctil utilizado foi uma pequena esfera de metal.




   O projéctil era deixado cair sobre o conteúdo do cristalizador para simular o impacto de um meteorito. Foram efectuadas diferentes simulações onde a esfera metálica possuía diferentes ângulos de incidência.


   No impacto vertical o rebordo resultante era uniforme, a cratera tinha um aspecto redondo e a dispersão de partículas foi reduzida. O impacto deformou a primeira, segunda e terceira camadas, mas apenas atravessou a primeira camada. No impacto oblíquo o rebordo era quase inexistente no local do primeiro contacto mas era elevado no local onde o projéctil se encontrava no final. A dispersão de partículas foi elevada e a cratera possuía um aspecto alongado. A profundidade da cratera atingia a 3ª camada.

Simulação de sedimentação

   O objectivo deste trabalho prático era realizar um ambiente de sedimentação artificial.

   Foi utilizada uma proveta com água e detritos de diferentes dimensões. Os detritos foram colocados no interior da proveta e esta foi agitada. Os detritos depositaram-se em diferentes camadas.

   Concluí-se que os detritos formam diferentes camadas segundo a suas dimensões, sendo os detritos maiores e mais densos os primeiros a depositar-se e os mais pequenos e leves os últimos. Para além disso as camadas depositaram-se na horizontal.